Dia Nacional da Mulher: 5 coisas que você precisa saber sobre igualdade de gênero

O Dia Nacional da Mulher é comemorado em 30 de abril. Há muito o que celebrar, como a participação cada vez maior delas no mercado, o sucesso da Lei Maria da Penha, que criminaliza a violência doméstica contra mulheres (incrível saber que até pouco tempo atrás isso não era crime) e as crescentes campanhas contra o machismo nas redes sociais.

Já demos algumas sugestões de ações para chamar a atenção para o tema da Igualdade de Gênero. E agora, separamos alguns fatos que você precisa saber para celebrar a data.


Por que 30 de abril?

A data foi instituída pela Lei 6.791, de 9 de junho de 1980, em homenagem a Jerônima Mesquita, uma das primeiras líderes do movimento feminista no Brasil. Jerônima nasceu em 30 de abril de 1880 e fundou o Conselho Nacional de Mulheres em 1947 e o Movimento Bandeirante no país, em 1919. Ela também foi voluntária da Cruz Vermelha na Primeira Guerra Mundial (1914-1918) e autora do Manifesto Feminista, que reivindicava mais direitos para elas na sociedade. Aliás, você sabia que até 1962 mulheres casadas precisavam de autorização do marido para trabalhar no Brasil?


Cada vez mais mulheres na política

Um dos pilares da igualdade de gênero é a participação delas na política. A situação mundial ainda é ruim: apenas 17% dos ministros e 22% dos parlamentares do mundo eram mulheres em 2015. Além disso, 11 chefes de Estado e 13 chefes de governo eram do gênero feminino. A boa notícia é que os números estão melhorando. Segundo relatório da União Interparlamentar (UIP), entidade ligada à ONU, o percentual mais que dobrou desde o início dos anos 2000 e até na Arábia Saudita, onde elas eram proibidas de participar da política, há mais direitos. Em 2015, elas votaram pela primeira vez por lá. No Brasil de 2016, elas ocupam 9% dos assentos da Câmara de Deputados e 10% do Senado – números um pouco superiores aos da eleição de 2010.


Créditos: EBC


Elas são maioria nas universidades brasileiras

Estudar é com elas. As jovens já são maioria nas universidades brasileiras: 61% dos formados em instituições de ensino superior são mulheres, o que demonstra a dedicação feminina. Além de trabalhar e muitas vezes terem que arcar com todas as atividades domésticas, elas ainda encontram tempo para estudar.

Respeito é bom e elas gostam

Apesar das dificuldades, a mulherada não se cala. Elas demandam direitos iguais e respeito deles. Recentemente, as redes sociais foram palco de campanhas que revelaram dificuldades cotidianas, abrindo caminhos para que muitas abrissem seu coração sobre assédios, maus tratos e constrangimentos a que foram submetidas. Basta olhar as hashtags #meuprimeiroassedio, em que elas contam como foram os contatos iniciais com desrespeito e abuso, e #meuamigosecreto, na qual revelaram, várias vezes com bom humor, atitudes machistas de conhecidos. O tema ficou tão importante que virou tema de redação do Enem de 2015, que pediu aos estudantes um texto sobre a persistência da violência contra a mulher.


Lei Maria da Penha diminui violência

Desde a promulgação da Lei Maria da Penha, em 2006, o assassinato de mulheres dentro das próprias residências caiu 10%, de acordo com dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A Organização das Nações Unidas (ONU) reconhece a lei como uma das três melhores legislações do mundo para enfrentar a violência contra a mulher. Mas, infelizmente, o quadro ainda é grave. Nos dez primeiros meses de 2015, a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR) recebeu 63.090 denúncias de violência contra elas. Um número alto, que deve ser ainda maior, pois muitos casos não são registrados.

 Por isso, sempre vale lembrar que o machismo faz mal à saúde, como enfatiza uma recente campanha da Secretaria de Saúde do Município de São Paulo. Com a hashtag #machismofazmal, ela mostrou que a violência contra a mulher não é apenas física – pode estar também na forma de atendimento dos serviços públicos e em falas supostamente naturais. É bom ficar alerta e denunciar qualquer infração aos direitos das mulheres. A prefeitura disponibiliza uma cartilha sobre como proceder e recorrer a órgãos de saúde nesses casos.


O mundo só é sustentável com elas

Para as Nações Unidades, o mundo só será sustentável quando houver igualdade de gênero. Tanto que o tema é um dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável - conjunto de metas para tornar o planeta mais equilibrado . O objetivo de número cinco coloca como meta da Humanidade “alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas” até 2030, além, é claro de eliminar a violência contra elas.


A igualdade de gênero é boa para a economia

Segundo o Banco Mundial, além de ser importante por garantir que todos tenham os mesmos direitos, a igualdade de gênero melhora a economia como um todo. Em relatório de 2012, a instituição afirma que dar condições semelhantes a homens e mulheres aumenta a produtividade, por aumentar o número de pessoas qualificadas, melhora o nível educacional e a saúde da coletividade, inclusive das crianças, e aumenta a sensação de bem estar.